nov
03
2009
0

SQL Server 2008: O que há de novo (Parte 2)

Neste 2o artigo sobre o que há de novo no SQL 2008, falarei sobre os novos recursos disponíveis para o desenvolvimento de aplicações.

É fato de que em muitos desenvolvimentos o cuidado na construção de consultas ou de objetos no banco de dados não é uma prioridade. Até por que as linguagens orientadas à objeto e o transact-sql pertencem a universos separados. As melhorias presentes no SQL 2008 permitirão que um DA ou DBA construam estruturas consistentes no banco de dados ao mesmo tempo que expõem aos desenvolvedores entidades e objetos para a construção de aplicações. Basta agora que os arquitetos de soluções e DAs/DBAs se entendam e definam seus papéis de forma a garantir a construção de soluções de qualidade.

Vamos lá?

Dynamic Development
 
Grouping Set: Nova sintaxe da cláusula GROUP BY (compatível com a ANSI SQL 2006) e alternativa a CUBE e ROLLUP que simplifica a escrita e melhora o desempenho de relatórios que possuem agregações. É equivalente a utilizar UNION ALL para retornar um resultado de múltiplos SELECTs.
Para visualizar como ficariam os scripts SQL utilizando GROUPING SET, vale a pena acessar este post do Craig Freedman (http://blogs.msdn.com/craigfr/archive/2007/10/11/grouping-sets-in-sql-server-2008.aspx)
 
MERGE Operator: Em uma única operação é possível realizar operações de INSERT ou UPDATE, o que é facilita a atualização de data warehouses.  As condições são determinadas pelo usuário no momento da construção do procedimento.
Para visualizar como ficariam os scripts SQL utilizando o operador MERGE, vale a pena acessar este post do Bruno Terkaly (http://blogs.msdn.com/brunoterkaly/archive/2008/11/12/sql-server-2008-merge-capability.aspx)
 
LINQ: Permite que os desenvolvedores pesquisem bancos de dados utilizando C# ou VB.NET e não somente T-SQL.
A biblioteca do LINQ no MSDN possui todo o roadmap necessário para a utilização deste novo recurso: http://msdn.microsoft.com/en-us/library/bb386976.aspx
 
Table-Valued Parameters (TVP): Permite que seja informada uma tabela para ser utilizada como parâmetro para execução de uma stored procedure, o que permite as mesmas trabalhem não apenas com um, mas com uma lista de parâmetros. Isto reduzirá a complexidade para os desenvolvedores trabalharem com datasets.
Para visualizar como ficariam os scripts SQL utilizando TVP, vale a pena acessar este post do Ravi S.Maniam (http://blogs.msdn.com/manisblog/archive/2007/09/23/table-valued-parameters-sql-server-2008.aspx)
 
ADO.NET Entity Framework and the Entity Data Model: Permite que desenvolvedores trabalhem diretamente com objetos (ou entidades) com LINQ  no banco de dados ao invés de pesquisá-lo com T-SQL.  Isto reduzirá a complexidade dos desenvolvimentos e permitirá que inclusive o esquema do banco de dados seja alterado sem que nenhuma linha de código seja reescrita.
Para maiores informações, é interessante consultar o link do time de desenvolvimento do ADO.NET: http://blogs.msdn.com/adonet/default.aspx
 
Synchronization Services for ADO.NET: permite a construção de aplicações OCS (build occasionally connected system) que trabalhem com cópias locais de dados que depois serão sincronizadas com um servidor ou com aplicações intermediárias. A atualização dos dados é incremental, o que diminuirá o volume de dados transmitido e o tempo de sincronização.
Espero que aplicações com o Microsoft Outlook Client for Dynamics CRM tirem vantagens sobre nesses novos recursos o mais rápido possível J.
 
CLR Improvements: houve diversas melhorias na funcionalidade. UDAs (User-defined aggregate) e UDTs (User-defined types) agora suportam 2GB e as table-valued functions suportam a cláusula ORDER.
 
ADO.NET Data Services:  provê a infraestrutura necessária para aplicações web disponibilizarem dados como um serviço que pode ser consumido por aplicações client.
A biblioteca do LINQ no MSDN possui todo o roadmap necessário para a utilização deste novo recurso: http://msdn.microsoft.com/en-us/library/cc907912.aspx
  
out
25
2009
0

SQL Server 2008: O que há de novo (Parte 1)

Diferentemente de outros softwares (como sistemas operacionais), em que os novos recursos são mais tangíveis ao público,  a troca de versão de um SGBDR requern uma leitura atenta à toda documentação disponibilizada. Isto por que novos recursos ou melhorias podem interessar à diferentes áreas de uma empresa, de desenvolvedores à usuários finais. O responsável pela decisão de realizar o upgrade deve estudar e compartilhar suas conclusões com todos os interessados, para que um investimento tão importante (e alto) como este seja realizado de forma a trazer benefícios adequados.
 
 No caso do SQL 2008, a Microsoft apresenta melhoras expressivas em 03 pontos que podem trazer uma grande diminuição no TCO (Total Cost of Ownership) para o armazenamento de dados ou desenvolvimento, dependendo do perfil da empresa:
  1. Gerenciamento: agora é possível definir políticas de forma centralizada e aplicá-las para um ou mais servidores, além de monitorar o compliance com as mesmas. Extremamente importante para provedores de serviço ou empresas com grandes datacenters. Houve  melhoria nas ferramentas de monitoramento e na alocação de recursos do servidor à objetos do banco de dados;
  2. Desenvolvimento:a adoção do LINQ,  ADO.NET Entity Framework e melhoras nos mecanismos de syncronização permitirão que DAs e DBAs possam criar estruturas robustas no banco de dados e ainda assim disponibilizar entidades e objetos que serão consumidos pelos desenvolvedores.Extremamente importante para empresas desenvolvedoras de soluções em software;
  3. Apresentação: Melhoras no Report Server e SSAS (Analysis Server) permitirão que os dados sejam disponibilizados para o usuário final com um custo de desenvolvimento e complexidade bem menores do que os atuais.
Eu começo esta série de artigos pela plataforma de dados (Enterprise Data Plataform). Na semana que vem discutirei sobre o desenvolvimento dinâmico com LINK e ADO.NET e na sequência apresenterei os novos tipos de dados e melhorias no XML. Por último apresentarei as melhorias do Report Server, Analysis Server e Integration Services.
 
 
Enterprise Data Platform
Policy-Based Management / Server Group Management: é possível definir políticas para gerenciar a segurança, opções de bancos de dados, convenções de nomes de objetos e outras configurações de forma centralizada para um ou mais servidores. É possível ainda verificar se um determinado servidor está atendendo as políticas estabelecidas.  O mecanismo responsável pelo gerenciamento é o DMF (Declarative Management Framework).
 
Performance Data Collection (Data Collector):Através do Data Collector e do PerformanceDashboard tool você pode coletar e analisar os contadores de desempenho realizando comparações históricas e até mesmo configurar polices para coletar informações mais detalhadas quando um determinado evento ocorre, como por exemplo: alta utilização da CPU. Os dados referentes a performance são  armazenados em um datawarehouse específico.
 
Data Compression: é possível comprimir os dados armazenados em uma taxa que vai de 2 até 7 vezes. É um recurso que pode ser ativado sem necessidade de rever código das aplicações.
 
Resource Governor: possibilita a criação de grupos que consumirão recursos do servidor. Com isso é possível monitorar ou limitar o consumo de recursos para os mesmos.
 
Transparent Data Encryption: os arquivos do banco de dados são protegidos e os dados só podem ser descriptografados por um agente autorizado. A criptografia pode ser implementada em nível de célula, linha ou banco de dados. Não é preciso rever código das aplicações
 
External Key Management / Extensible Key Management: Os certificados e chaves podem ser armazenados em HSMs(Hardware Security Modules), o que permite uma arquitetura mais robusta de segurança e compliance com padrões de segurança como o PCI DSS (Payment Card Industry Data Security Standard)  
 
Data Auditing: no SQL 2005 só era possível através da construção de triggers, agora é possível auditar alterações de dados e do servidor SQL nativamente. Isto é feito através do CDC (Change Data Capture): insert, update e deletes são armazenados em tabelas que podem ser facilmente consultadas pelos usuários.
 
Hot-Add CPUs and Hot-Add Memory:  é possível adicionar CPUs e memória adicionais ao SQL Server sem ter que interromper o serviço ou limitar o acesso dos usuários, mas apenas na versão 64 bits.
 
Streamlined Installation / Upgrade Advisor: o processo de instalação foi melhorado e se tornou mais ágil. O Upgrade Advisor analisa a instalação de servidores locais e remotos em busca de problemas que possam impedir o upgrade.
 
Partition Aligned Indexed Views: uma view pode ser criada para seguir o esquema de particionamento da tabela à qual ela referencia, e nesse caso ela não precisa ser mais eliminada quando o esquema de particionamento da tabela for alterado.
 
Backup: Controle de quantidade de pessoas que podem restaurar um backup. Além disso, o mesmo agora pode ser comprimido.
 
Extended Events: disponibiliza informações detalhadas sobre eventos do SQL Server, que podem ser vinculados a eventos do Windows e assim reduzir o tempo para identificar e resolver problemas complexos relacionados à aplicação.
 
High Avaibility:
Agora é possível aplicar compressão na comunicação entre os parceiros do Mirror. O redirecionamento dos clientes no caso de falha é transparente.
Caiu a limitação de apenas um drive em cada participante do cluster, além do SQL Server agora suportar mais do que 16 nós.
A replicação não precisa mais ser interrompida quando é necessário adicionar um novo nó.
 
Até mais ! : )
fev
23
2009
0

1o post, o mesmo de sempre…

No 1o post geralmente, depois de agonizantes horas gastas entre uploads eternos, layouts, definição de nomes e procedimentos de instalação, o coitado do pretenso blogueiro está cansado demais para retornar a aquela idéia genial que lhe motivou a montar o blog.

Bom, eu não serei a execeção a regra: depois de 1 dia tentando descobrir o por quê da Telefônica bloquear a navegação pelas portas FTP do meu link Speedy, eu não irei escrever nada! Mas as idéias não foram perdidas, em breve os posts surgirão. Espero ser disciplinado.

Para os mais apressados, os tópicos dos 1os posts serão: Utilizando Iframes para visualizar entidades relacionadas no formulário da entidade principal (Dynamics CRM), o que haverá de novo (até a Microsoft mudar de idéia) no Dynamics CRM 5.0 e SQL 2008: algumas primeiras impressões.

see you later !

 

 

Powered by WordPress. Theme: TheBuckmaker. P2P Kredit, Wasserbelebung