jan
16
2010

Dynamics CRM 5.0: O que haverá de novo?

A versão 5.0 do Dynamics CRM já está chegando, e cheia de novidades. O objetivo da Microsoft é continuar com o movimento iniciado com a versão 4.0 de fazer com que a aplicação seja entendida como plataforma. Então uma pergunta vem à mente: podemos continuar chamando-a de CRM?
A resposta: em principio sim. O core da aplicação, presente desde a versão 3.0 ainda é focado em conceitos muito sólidos de CRM (e ele é muito bom, este é um dos motivos do sucesso da aplicação), mas a Microsoft tem acenado ao mercado que gradualmente inserirá conceitos de XRM e outros com objetivo de  fornecer aos parceiros uma plataforma para criar soluções que podem facilmente interagir com outras aplicações, estando elas em qualquer lugar conectado à internet.
A Microsoft prestou muita atenção ao feedback dos clientes e parceiros, e muito do que todos da área desejaríamos ver na aplicação está lá (ou pelo menos planejado para estar). É importante ressaltar essa postura positiva e o fato de que de uma maneira ou outra a comunidade Dynamics CRM e não apenas a Microsoft participaram da construção da aplicação.
Começemos então a conhecer quais são as novidades do Dynamics CRM 5.0. O material foi coletado de diversos sites na internet e é claro, que apesar de as fontes serem bem confiáveis, não é possível afirmar que tudo o que está sendo dito realmente estará disponível na aplicação.
 

Princípios
O desenvolvimento da versão 5 do Dynamics CRM foi baseado nos seguintes princípios:

Improve 'time to value': que pode ser traduzido como  "otimizar o uso". A aplicação será mais fácil de utilizar e de customizar, além de uma melhoria no que pode ser chamado de "fundação"(CRM basics) do CRM: funcionalidades de segurança e colaboração ,vendas, marketing e serviços.

Bussiness Aplication Plataform: desde a versão 4.0 a Microsoft incita os parceiros a considerar o CRM como plataforma, mas isto só será totalmente verdade com a versão 5.0, que contará com recursos que facilitarão a convivência de diversas soluções em um mesmo ambiente, ou ainda a integração das mesmas com outras aplicações (conceito de solution ecosystem). Essa integração poderá ocorrem em aplicações na intranet ou na internet (cloud services). Uma experiência de desenvolvimento mais rica também será proporcionada.

 

Pilares
Baseado nos principios acima, a aplicação foi construída a partir dos seguintes pilares, sempre com o foco no aumento da produtividade, tanto do usuário quanto do desenvolvedor:

1-     Interface Office (Office Class UX)

O toolbar do CRM irá desaparecer e uma interface no formato ribbon do Office 2007 tomará o lugar. O objetivo é aumentar a produtividade do usuário por que é uma interface familiar e baseada em cliques (não em janelas). Os ribbons podem ser customizados em nível de aplicação, formulários, grids e entidades, através de um arquivo de personalização XML próprio. No caso de uma migração, todas as customizações que estiverem no ISV.Config serão transferidas automaticamente para os ribbons. Isto traz uma outra boa notícia: adeus ISV.config!

 

2-     CRM Basics

·         Colaboração: é possível criar bibliotecas de documentos por entidades e armazená-las em um site do Sharepoint (Sharepoint Provisioning);

Mais detalhes a seguir

 

·         Relacionamentos: Connections, que são relacionamento ad hoc do tipo tagging que não alteram o esquema do banco de dados (não criam atributos de relacionamento e não possuem cascading). Uma boa comparação é a melhoria e disponibilidade para todas as entidades do recurso Relacionamento, atualmente disponível apenas para Contas, Contatos e Oportunidades. Uma conexão pode ser aplicada a um ou aos dois registros relacionados.

Uma conexão poderá disparar um plugin e possivelmente um workflow.

 

·         Times: os times passam a ser a principal componente na estrutura de segurança da aplicação: eles podem possuir e compartilhar registros. Podem ser atribuídos security roles aos times.

 

·         Atividades Recorrentes: Uma grande limitação que agora foi resolvida, apesar da imensa complexidade. Isto por que Outlook utiliza um modelo de recorrência chamado Virtual Expansion, em que apenas as configurações são armazenadas (e não os registros em si). Esse modelo não poderia ser utilizado no CRM por que as atividades podem, por exemplo, fazer parte de workfkows e portanto devem existir no banco. Agora imaginem uma recorrência infinita. Deu para entender o tamanho do problema?

 

Foi então concebido um modelo chamado Partial Expansion, onde o número de instâncias passadas e futuras que serão armazenadas no banco são configuráveis pelo administrador. O Expansion Service será controlado pelo Serviço Assíncrono.

  

·         Filas: as filas passam a ser do tipo User/Team Owned e, portanto sujeitas a estrutura de segurança determinada pelas bussiness units. Segue  lista de outras melhorias bem vindas:

- As views podem ser customizadas;

- Os itens das filas podem disparar workflows;

- Foi adicionada uma pesquisa;

- Entidades personalizadas podem ser enviadas para filas;

- Um usuário pode rotear um item diretamente para outra fila;

- Consistência no delete: agora é possível deletar o item da fila e do sistema, além de só removê-lo da fila;

- Como times podem possuir registros, foi adicionado um outro status na fila chamado Working On, para indicar qual membro assumiu a responsabilidade pelo registro.

 

3-     S + S (Software + Service)

·         A Microsoft pretende disponibilizar espaço no Solution Finder e PinPoint para que os parceiros possam vender suas soluções online;

 

·         Sandbox: modo isolado e seguro de acesso à plataforma para a execução de código customizado. É um modo opcional de execução dos plugins. Cada organização possuirá um sandbox próprio e um servidor pode ter um papel (role) para atuar dedicado apenas para esta função. As principais vantagens do uso deste recurso são:

o    Os plugins poderão ser construídos e implementados em várias instalações sem necessitar de alteração de código, em um modelo de service provider;

o    Os plugins são associados a um profile, e assim torna-se possível monitorar violações de restrições de segurança, exceções e consumo de recursos. Os plugins são desabilitados automaticamente pela plataforma quando apresentam erro consistentemente

O uso do sandbox permitirá agrupar os plugins por desenvolvedor ou por solução, e desta forma isolar problemas de desempenho e a ocorrência de falhas.

 

·         Transações em Plugins: Opcionalmente, será possível registrar o plugin para atuar antes e depois da transação, mas haverá commit e rollback apenas de dados que estiverem no CRM. Transações distribuídas não serão permitidas;

                                      

·         Tracing em Plugins: é possível realizar um rastreamento das ações do plugin, via WebService

 

·         Auditing: é possível habilitar um audit trail por entidade. Provavelmente será obrigatório o uso do SQL 2008, já que este é um recurso nativo do mesmo.

 

·         Outlook Client V4/V5: A Microsoft garantirá que os Outlook Clients versão 4.0 funcionarão mesmo após o upgrade do servidor para a versão 5.0. Não está descartada a construção de uma versão intermediária;

 

·         Melhorias no Desempenho: remoção do deletion state code, otimizações em querys e em workfows;

 

·         Novos recursos de desenvolvimento: bibliotecas de jscript (armazenamento centralizado), uso de código Silverlight, Child Pipeline CreateCrmService, Nested Pipelines e Custom Web Service Proxies;

 

·         Endpoint Consolitation: CrmService e MetadataService serão consolidados em um único WebService;

 

·         Solution Management: Solution é um conjunto de componentes que são criados, empacotados e gerenciados como um único software. Customizações de entidades, workflows, relatórios e plugins podem fazer parte de uma solution.

 

Vantagens

o    Proteger propriedade intelectual no desenvolvimento;

o    Agilizar o desenvolvimento e entrega;

o    Facilitar o gerenciamento;

o    Permitir a coexistência entre diversas fases de projeto ou entre projetos diferentes.

 

No próximo artigo desta série, irei apresentar as principais novas funcionalidades do CRM 5.0

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