out
25
2009
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SQL Server 2008: O que há de novo (Parte 1)

Diferentemente de outros softwares (como sistemas operacionais), em que os novos recursos são mais tangíveis ao público,  a troca de versão de um SGBDR requern uma leitura atenta à toda documentação disponibilizada. Isto por que novos recursos ou melhorias podem interessar à diferentes áreas de uma empresa, de desenvolvedores à usuários finais. O responsável pela decisão de realizar o upgrade deve estudar e compartilhar suas conclusões com todos os interessados, para que um investimento tão importante (e alto) como este seja realizado de forma a trazer benefícios adequados.
 
 No caso do SQL 2008, a Microsoft apresenta melhoras expressivas em 03 pontos que podem trazer uma grande diminuição no TCO (Total Cost of Ownership) para o armazenamento de dados ou desenvolvimento, dependendo do perfil da empresa:
  1. Gerenciamento: agora é possível definir políticas de forma centralizada e aplicá-las para um ou mais servidores, além de monitorar o compliance com as mesmas. Extremamente importante para provedores de serviço ou empresas com grandes datacenters. Houve  melhoria nas ferramentas de monitoramento e na alocação de recursos do servidor à objetos do banco de dados;
  2. Desenvolvimento:a adoção do LINQ,  ADO.NET Entity Framework e melhoras nos mecanismos de syncronização permitirão que DAs e DBAs possam criar estruturas robustas no banco de dados e ainda assim disponibilizar entidades e objetos que serão consumidos pelos desenvolvedores.Extremamente importante para empresas desenvolvedoras de soluções em software;
  3. Apresentação: Melhoras no Report Server e SSAS (Analysis Server) permitirão que os dados sejam disponibilizados para o usuário final com um custo de desenvolvimento e complexidade bem menores do que os atuais.
Eu começo esta série de artigos pela plataforma de dados (Enterprise Data Plataform). Na semana que vem discutirei sobre o desenvolvimento dinâmico com LINK e ADO.NET e na sequência apresenterei os novos tipos de dados e melhorias no XML. Por último apresentarei as melhorias do Report Server, Analysis Server e Integration Services.
 
 
Enterprise Data Platform
Policy-Based Management / Server Group Management: é possível definir políticas para gerenciar a segurança, opções de bancos de dados, convenções de nomes de objetos e outras configurações de forma centralizada para um ou mais servidores. É possível ainda verificar se um determinado servidor está atendendo as políticas estabelecidas.  O mecanismo responsável pelo gerenciamento é o DMF (Declarative Management Framework).
 
Performance Data Collection (Data Collector):Através do Data Collector e do PerformanceDashboard tool você pode coletar e analisar os contadores de desempenho realizando comparações históricas e até mesmo configurar polices para coletar informações mais detalhadas quando um determinado evento ocorre, como por exemplo: alta utilização da CPU. Os dados referentes a performance são  armazenados em um datawarehouse específico.
 
Data Compression: é possível comprimir os dados armazenados em uma taxa que vai de 2 até 7 vezes. É um recurso que pode ser ativado sem necessidade de rever código das aplicações.
 
Resource Governor: possibilita a criação de grupos que consumirão recursos do servidor. Com isso é possível monitorar ou limitar o consumo de recursos para os mesmos.
 
Transparent Data Encryption: os arquivos do banco de dados são protegidos e os dados só podem ser descriptografados por um agente autorizado. A criptografia pode ser implementada em nível de célula, linha ou banco de dados. Não é preciso rever código das aplicações
 
External Key Management / Extensible Key Management: Os certificados e chaves podem ser armazenados em HSMs(Hardware Security Modules), o que permite uma arquitetura mais robusta de segurança e compliance com padrões de segurança como o PCI DSS (Payment Card Industry Data Security Standard)  
 
Data Auditing: no SQL 2005 só era possível através da construção de triggers, agora é possível auditar alterações de dados e do servidor SQL nativamente. Isto é feito através do CDC (Change Data Capture): insert, update e deletes são armazenados em tabelas que podem ser facilmente consultadas pelos usuários.
 
Hot-Add CPUs and Hot-Add Memory:  é possível adicionar CPUs e memória adicionais ao SQL Server sem ter que interromper o serviço ou limitar o acesso dos usuários, mas apenas na versão 64 bits.
 
Streamlined Installation / Upgrade Advisor: o processo de instalação foi melhorado e se tornou mais ágil. O Upgrade Advisor analisa a instalação de servidores locais e remotos em busca de problemas que possam impedir o upgrade.
 
Partition Aligned Indexed Views: uma view pode ser criada para seguir o esquema de particionamento da tabela à qual ela referencia, e nesse caso ela não precisa ser mais eliminada quando o esquema de particionamento da tabela for alterado.
 
Backup: Controle de quantidade de pessoas que podem restaurar um backup. Além disso, o mesmo agora pode ser comprimido.
 
Extended Events: disponibiliza informações detalhadas sobre eventos do SQL Server, que podem ser vinculados a eventos do Windows e assim reduzir o tempo para identificar e resolver problemas complexos relacionados à aplicação.
 
High Avaibility:
Agora é possível aplicar compressão na comunicação entre os parceiros do Mirror. O redirecionamento dos clientes no caso de falha é transparente.
Caiu a limitação de apenas um drive em cada participante do cluster, além do SQL Server agora suportar mais do que 16 nós.
A replicação não precisa mais ser interrompida quando é necessário adicionar um novo nó.
 
Até mais ! : )

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